Seis características para definir o brincar

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Atualmente, existem diferentes definições de brincar e a maior parte tenta estabelecer características para essa ação. Stuart Brown, que é fundador do National Institute of Play, descreve o brincar como “anything that spontaneously is done for its own sake” (qualquer coisa feita de forma espontânea e pelo prazer de ser feita, em tradução livre). Dentro dessa definição, ler, costurar, tocar um instrumento, caminhar ou andar de patins poderiam ser consideradas atividades de brincar. E ele complementa, ao citar Tippett, 2008: “é aparentemente sem objetivo, produz satisfação e contentamento, e pode levar a pessoa a um nível maior de domínio sobre uma habilidade”. Da mesma forma, Miller e Almon (2009), afirmam que brincar inclui “atividades que são escolhidas livremente e são comandadas pelas próprias crianças, que emergem de motivações intrínsecas”.

Assim, quando refletimos sobre nosso contexto escolar, podemos pensar em diferentes brincadeiras, mas é importante considerar se esses momentos estão realmente partindo das crianças e sendo sustentados por elas e sua vontade. Se estamos organizando uma fila, dizendo para as crianças o que fazer, colocando um objetivo e a participação não é opcional, estamos propondo uma atividade, que podemos até chamar de lúdica, mas que, certamente, não podemos chamar de brincar.

Então, o que é brincar?

Trouxemos para vocês as 6 características elencadas na publicação The power of play, escrita por Dr. Rachel E. White para o Minnesota Children’s Museum. 

  1. Brincar é divertido – se as crianças não estão se divertindo, não é brincadeira.
  2. Brincar tem motivação intrínseca – crianças se engajam no brincar pelo simples prazer de brincar, sem que exista uma função, objetivo ou gratificação externa.
  3. Brincar é processual (process oriented) – isso quer dizer que o momento da brincadeira é mais importante que o resultado dela.
  4. Brincar é de livre escolha – é uma atividade espontânea e voluntária. Se for obrigatória, a criança não percebe como brincadeira.
  5. Brincar é ativamente envolvente – quem brinca deve estar envolvido emocionalmente, intelectualmente ou fisicamente de forma ativa. 
  6. Brincar não é literal – uma dose de imaginação ou faz de conta faz parte do brincar.

Observando essas características, quantas propostas no seu dia são de brincar? Será que você vai repensar sua definição de brincadeira? 

Se você quiser saber mais sobre brincar em contextos bilíngues e sobre como a brincadeira é uma importante ferramenta para a aprendizagem de uma língua adicional, confira o minicurso Brincar Bilíngue, disponível aqui!


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