Avaliação mediadora na prática

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Muitas formas de avaliação encerram ciclos de aprendizagem e têm a função de verificar o aprendizado. Mas, como essa verificação pode realmente ajudar as crianças que não tiveram um bom desempenho?

Entendendo que a avaliação deve ser um processo contínuo e parte integrante da aprendizagem, vamos explorar a ideia de avaliação mediadora.

Criada por Jussara Hoffman, a avaliação mediadora é uma prática escolar que visa devolver ao estudante, na forma de novas estratégias de ensino, os resultados da avaliação. Ou seja, a partir dos resultados obtidos, você pode propor intervenções ou ajustar seu planejamento para garantir que cada criança avance em seu processo de aprendizagem.

No contexto bilíngue, o uso da avaliação mediadora é imprescindível; a cada interação com as crianças, temos a oportunidade de verificar sua compreensão e/ou produção e, partindo desta observação, oferecer estratégias de scaffolding para ampliar o uso da língua pela criança.

A avaliação mediadora pode ser aplicada em dois momentos distintos: imediatamente ou como parte de um planejamento posterior.

Uso imediato

Suponha a seguinte situação: você mostra a uma criança uma página de um livro que exibe uma fazenda com muitos animais e pergunta: “Laura, can you point to the rooster?” Laura balança a cabeça, indicando que não. Neste momento, você avaliou a compreensão de Laura e percebeu que ela não conseguiu realizar a ação solicitada.

Em vez de apenas marcar um X em seu relatório, indicando que ela “não se apropriou do vocabulário”, você pode optar por intervenções imediatas que ajudem Laura naquele momento. Por exemplo, você pode perguntar se algum colega pode ajudá-la, descrever a cor do animal e perguntar se essa dica é suficiente para que ela o identifique, ou até mesmo imitar o som que o animal faz e então questionar novamente se ela pode apontar. A escolha da intervenção dependerá do que você acredita ser necessário para o aprendizado de Laura, considerando o percurso que ela vem trilhando.

Planejamento posterior

Alternativamente, durante a mesma ocasião, ao perguntar se algum colega poderia ajudar Laura, você pode descobrir que apenas duas crianças reconhecem qual animal é o “rooster”. Isso indica a necessidade de revisitar seu planejamento para desenvolver atividades que revisem esse conjunto de vocabulário de maneira coletiva.

Portanto, a avaliação mediadora em contextos bilíngues destaca-se por ser uma prática reflexiva para professoras. Ela não só ajuda a construir o conhecimento linguístico das crianças de forma intencional, mas também alimenta as intervenções e o planejamento, oferecendo ao grupo exatamente o que é necessário para se tornar cada vez mais proficiente na segunda língua.

Se você deseja se aprofundar na prática da avaliação mediadora, venha para o combo Trajeto 04 + 05 do percurso formativo Trajetórias.

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